Talvez para compensar as mais recentes exibições em campo (também apelidadas de “falta de ritmo competitivo no estado crónico” ou mais simplesmente “falta de jeito”), hoje coube-me a mim a honra e a responsabilidade de fazer a crónica do sempre emotivo derby entre a equipa da sala H301 e da sala H302.
Neste particular, não se pode deixar em claro o ambiente vivido em torno deste jogo já que as bancadas do Coca-Cola Stadium Park (outrora Rio Tinto Indoor Soccer Stadium Park) estavam totalmente lotadas (pelo menos a avaliar pelo número de lugares vazios) e o ambiente ao rubro. O entusiasmo dos adeptos, vivido também dentro do campo, é o mais merecido fruto do aumento de competitividade dos últimos jogos e do surpreendente relançamento do campeonato. Persiste, neste momento, é um problema de fundo: os/as fãs incondicionais de Carlos Rodrigues, em virtude das últimas trocas (sempre em prol do equilíbrio no marcador (ou será no campeonato?)) não sabem a camisola de que clube hão-de vestir. Curiosamente, nada de grave, dizem eles, já que aparentemente tudo se resolve para o jogador e para os adeptos com uma prudente muda de roupa.
Foi também marcante o apoio e o incentivo de todos os adeptos e jogadores a uma das estrelas maiores do nosso campeonato. Topa Gomes, votos de rápida recuperação.
Mas falando agora do que realmente interessa e que se diz ser o mote deste já mui afamado e polémico blogue: o futebol (não sei porquê às vezes só presente nas entrelinhas) e o particular do jogo de 15/Nov.
Este foi mais um jogo disputadíssimo com o marcador surprendentemente a oscilar entre o 0-0 inicial e o 10-6 final. Fica só uma nota para mais um início de jogo marcado por recorrentes atrasos que, de positivo, só tem o amealhamento de alguns trocos que a continuar assim rapidamente se transformará numa fortuna.
Mas dentro do campo, uma vez mais a equipa H302 impôs, diga-se de forma exemplar, a sua mais velha escola futebolística, um estilo de jogo muito próprio, marcado pela total desorganização e apatia defensiva, e com um inicio avassalador e também beneficiando da superioridade numérica inicial (5vs.4) rapidamente se adianta no marcador (3-0). Não se deixando abater e não menos eficaz, a equipa H301 respondeu com a maior das clarividências e demonstrando uma evolução digna de registo conseguiu rapidamente chegar à conclusão que, perante a desorganização da equipa adversária não valia a pena perder tempo e recursos a organizar o seu jogo e não fez tardar a sua resposta pelos pés de Nuno Santos que com um chapéu com as medidas perfeitas motivou a equipa (agora 5vs.5) e foi capaz de relançar o jogo. Prometia… Foi deste modo atingido um ponto de eminente estabilidade com o resultado a oscilar equilibradamente em torno da vantagem mínima.
Só nuns 10 minutos finais avassaladores da H301, que diga-se não contou com o jogo psicológico do seu presidente, aliado ao desnorte, algum individualismo e desgaste físico da H302 (se calhar também no estado crónico e francamente diminuída pela ausência de Topa Gomes) se consolidou mais uma vitória gorda para a equipa que cada vez mais isolada comanda a classificação.
No final, em conferência de imprensa aos jornalistas, o treinador da H302, Eng. José Santos, presta uma sentida declaração, dizem que inspirado por um filósofo de seu nome M. Cajuda: “Se o futebol não é só ganhar e perder, hoje demos um grande passo no nosso crescimento”. Sem mais.
Bem-haja a todos e votos de uma boa semana de trabalho.